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RBCE - A revista da
Trabalho de Internacionalização da candidatura de as e organizações se encontram, se escutam, se entendem
Curitiba ao Prêmio Nacional de Inovação, por exemplo, e constroem con ança su ciente para fazer negócios
obrigou diferentes instituições a colocarem na mesa suas juntos, dentro e fora do Brasil.
ações internacionais, seus dados, seus projetos. Do outro
lado, iniciativas como o HappyComex mostraram que O Paraná tem todos os ingredientes para ser referência
hubs de networking bem desenhados podem conectar nacional nessa agenda. Mas isso não virá apenas com
empresas, operadores logísticos, consulados, câmaras, novos programas ou novos slogans. Virá, sobretudo, da
universidades e jovens pro ssionais em torno de conver- capacidade de consolidar arenas de articulação e moto-
sas concretas sobre oportunidades, gargalos e soluções. res relacionais estratégicos que façam esse ecossistema
funcionar no cotidiano.
São peças ainda em construção, com limitações, claro.
Mas indicam um caminho, não se trata de inventar mais Se conseguirmos avançar nessa direção, não estaremos
uma sigla, e sim de costurar o que já existe em torno de apenas aumentando o número de empresas exportado-
uma visão territorial de internacionalização. ras ou o volume de IDE - Investimento Direto Estran-
geiro. Estaremos, de fato, construindo um modelo de
internacionalização que nasce do território e volta para
POR UE ISSO IMPORTA PARA O o território em forma de desenvolvimento, inovação e
BRASIL novas oportunidades comerciais.
É essa visão que tenho buscado defender, como pesqui-
Pode parecer um debate muito localizado, mas há um sadora, professora, mentora e articuladora de redes, e
ponto nacional aqui. O Brasil discute há décadas por que, acredito, pode contribuir para um debate mais ma-
que exporta pouco, por que atrai menos investimento duro sobre o lugar do Brasil no mundo.
que seus pares, por que não consegue dar escala às inicia-
tivas bem-sucedidas. Uma parte dessa resposta está na
macroeconomia, na política comercial, na estrutura tri-
butária. Mas outra parte, menos visível, está justamente
nos ecossistemas subnacionais.
Se continuarmos tratando a internacionalização como
algo que se decide só na empresa ou só em Brasília, va-
mos seguir repetindo diagnósticos sem mexer na engre-
nagem que coloca o sistema em movimento.
Olhar para arenas e motores relacionais é, portanto, um
convite:
• para que estados e municípios assumam seu pa-
pel de protagonistas na agenda internacional;
• para que empresas entendam que participar de
determinados fóruns não é perda de tempo, mas
parte da sua estratégia;
• para que agências federais e estaduais desenhem
programas que conversem com a realidade das redes
locais, e não apenas com um país a nível abstrato.
EM VEZ DE CONCLUSÃO, UM CONVITE
Falar em ecossistemas de internacionalização em nível
subnacional é, no fundo, falar de gente. De como pesso-
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