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Internacionalização
Relacional (AAR) e o Motor Relacional / Networking • mapear quem precisa estar conectado a quem;
Estratégico (MR).
• trazer atores que normalmente não são convidados;
• traduzir políticas públicas em linguagem acessí-
ARENA DE ARTICULAÇÃO RELACIO vel para as empresas;
NAL: ONDE O ECOSSISTEMA ACON
TECE • acompanhar projetos ao longo do tempo,
não só na foto da assinatura;
A AAR é, em termos simples, o lugar onde as coisas real- • gerar con ança e capital social para que as par-
mente acontecem. Não é um órgão formal, com CNPJ; cerias saiam do papel.
é o espaço, físico ou digital, em que os atores do territó-
rio se encontram de forma recorrente para falar de in- Não é algo etéreo. Ele é carregado por organizações bem
ternacionalização, trocar informações, alinhar agendas, concretas, como uma agência de desenvolvimento que as-
construir projetos conjuntos. sume a coordenação, uma federação empresarial que puxa
missões e dá perenidade à agenda, uma universidade que
Pode ser um conselho, um comitê, uma câmara temáti- oferece inteligência de mercado, um hub de networking que
ca, um fórum regular, um grupo de trabalho de interna- aproxima pessoas que não se encontrariam naturalmente.
cionalização, um hub de eventos recorrentes. O impor-
tante é que seja uma arena com: uando esse motor está presente, o território começa
a desenvolver capacidades dinâmicas, isso é, percebe
• Recorrência - não um evento isolado por ano; oportunidades com mais rapidez, reage melhor a mu-
danças do cenário internacional, consegue recon gurar
• Curadoria - quem está na mesa e por quê;
suas redes e projetos. uando ele falta, continuamos
• Pauta clara -internacionalização como eixo, não multiplicando iniciativas, mas sem conseguir gerar den-
como extra; sidade relacional e resultado consistente.
• Portas abertas para empresas, especialmente
PMEs, que normalmente cam de fora das salas O UE ESTAMOS CONSTRUINDO NO
de decisão. PARANÁ
Sem AAR, os atores existem, mas funcionam como ilhas.
Cada um faz sua missão, seu curso, seu convênio, e o resul- No Paraná, muita coisa já começou a mudar nessa dire-
tado é um mosaico fragmentado que não se converte em ção. Vou citar três movimentos que acompanho de perto.
trajetória consistente de abertura internacional do território. O primeiro foi a criação de um Comitê de Negócios In-
ternacionais, encabeçado pela Secretaria de Indústria e
Comércio do Estado e composto pelas principais Agên-
MOTOR RELACIONAL NETWORKING cias e Federaçoes do Estado, o chamado grupo, infor-
NÃO É SÓ TROCAR CARTÕES malmente chamado de G7.
A segunda peça é o Motor Relacional (MR). Aqui entra O segundo é o esforço de mapear o ecossistema de in-
um ponto em que eu insisto muito, networking não é só ternacionalização do estado, identi cando quem são os
relacionamento e nem qualquer relacionamento serve. atores-chave, quais arenas já existem, onde estão os va-
zios, como as agendas de inovação, comércio exterior,
Em muitos ecossistemas, a palavra networking virou atração de investimentos e formação de talentos que se
sinônimo de happy hour com troca de cartões e fotos cruzam ou não. Esse tipo de mapeamento é mais do que
bonitas. É legal, ajuda, mas está longe de ser su ciente. um exercício acadêmico, ele ajuda a enxergar, com clare-
uando falo em MR, penso em um networking estraté- za, onde a AAR está nascendo, onde o MR já funciona e
gico, com método, intencionalidade e continuidade. onde ainda precisamos conectar os os.
O MR é o conjunto de práticas e capacidades que fazem O terceiro é a atuação em espaços que, na prática, fun-
a Arena girar, o que signi ca: cionam como protótipos de AAR e MR. O Grupo de
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