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RBCE - A revista da
uma iniciativa para “digitalizar os países do Sul”, ofere- South, November 8.
cendo pacotes integrados de infraestrutura, serviços e
contratos de acesso a dados que poderiam posicioná-la Canuto, O. (2021). Climbing a High Ladder: Develop-
para controlar redes e uxos de dados em grandes partes ment in the Global Economy. Policy Center for the New
do mundo, ao mesmo tempo em que adapta modelos de South.
IA aos mercados locais. O Golfo e o Oriente Médio —
ambas regiões ricas em energia — tornaram-se funda- Canuto, O. (2023). A Tale of Two Technology Wars: Se-
mentais na era da IA. Washington e Pequim competem miconductors and Clean Energy, Policy Center for the
por parcerias em centros de dados e fornecimento de New South PB - 41/23, November 2.
energia, com os EUA buscando garantias de segurança Canuto, O. and Martins, A.J. (2024). e Automotive
para impedir que tecnologias sensíveis sejam transferi- Transition on the Road to Decarbonization, Policy Cen-
das para a China. ter for the New South PB - 51/24, October 9.
Jorge Arbache (2025) introduziu o conceito de “power- Canuto, O. (2025). e United States and China hols-
shoring”, pelo qual países como o Brasil buscam estraté- tered their weapons, Center for Macroeconomics and
gias de realocação industrial baseadas no acesso a energia Development, November 1.
verde, segura e de baixo custo. O objetivo é atrair indús-
trias intensivas em energia, reduzir emissões e fortalecer Chen, K. (2025). China’s Overlapping Tech-Industrial
a integração em cadeias de suprimentos globais susten- Ecosystems, High Capacity, January 22.
táveis. Idealmente, tais oportunidades não serão subsu-
midas unicamente pela rivalidade entre EUA e China Criddle, C. (2026). Microso Warns that China is Win-
em torno da implantação de centros de dados de IA. ning AI Race Outside the West, Financial Times, January
13.
CONSIDERAÇÃO FINAL García-Herrero, A.; Grabbe, H.; and Källenius, A.
(2023). De-risking and Decarbonising: a Green Tech
Partnership to Reduce Reliance on China, Bruegel, Oc-
Em conclusão, a rivalidade revela dois caminhos diver- tober 26.
gentes, porém concorrentes. Os EUA baseiam-se em
altos investimentos, semicondutores de ponta e ecossis- García-Herrero, A., M. Krystyanczuk and R. Schin-
temas proprietários, enquanto a China foca na incorpo- dowski. (2025). Radical Mo elties in Critical Technolo-
ração de modelos “su cientemente bons” em aplicações gies and Spillo ers: How do China, the US and the EU
físicas e em sua disseminação global. A competição en- Fare?. Working Paper 07/2025, Bruegel.
tre EUA e China já não se de ne apenas pela liderança
em inovação, mas pela capacidade de integrar a tecnolo- Garman, C. (2026). Brazil has Increasingly Valuable As-
gia aos sistemas de produção, à infraestrutura energética sets in a World of Great Power Con ict, Eurasia Group,
e à in uência geopolítica — resultando em uma ordem January 26.
tecnológica global fragmentada, porém profundamente
interdependente. Goldman Sachs (2025). Top of Mind: e US-China
Tech Race, issue 144, December 4.
O’Neill, S. (2026). e AI Bubble Is Getting Closer to Po-
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Smith, N. (2025). Why every country needs to master the
Canuto, O. (1995). “Competition and Endogenous Te- Electric Tech Stack, Noahopinion, September 23.
chnological Change: an Evolutionary Model”, Revista
Brasileira de Economia, v. 49 n. 1, p. (1995) Zhang, A. H. (2026). Overcapacity is China’s Biggest AI
Advantage, Project Syndicate, January 7.
Canuto, O. (2019). e US-China Trade War Is Accele-
rating China’s Rebalancing. Policy Center for the New
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