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RBCE - A revista da
FIGURA 5
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já estabelecidas. Os Estados Unidos continuam a se desta- subsídios governamentais. Os ganhos resultantes em
car na primeira dessas frentes, incluindo a pesquisa avança- produtividade e competitividade permitiram à China
da em captura, armazenamento e remoção de carbono. O alcançar uma posição predominante nas exportações
país também está explorando novas fronteiras na energia globais de automóveis (Canuto e Martins, 2024).
geotérmica, bene ciando-se da expertise em fraturamento
hidráulico adquirida na indústria de óleo e gás de xisto. O caso da energia eólica é mais complexo. A China abri-
ga atualmente a maioria das dez maiores fabricantes de
Em contrapartida, nas indústrias comerciais que se en- turbinas eólicas do mundo, mas essas empresas atendem
contram em fase de expansão, os Estados Unidos cam predominantemente ao mercado interno (Figura 5, lado
atrás da China nas tecnologias de descarbonização mais direito). As turbinas eólicas — dadas as suas grandes
críticas: energia solar, eólica, baterias e hidrogênio. O rit- torres e pás — exigem extensa instalação, assistência téc-
mo mais acelerado de investimentos da China em energia nica e manutenção no local, o que impõe desa os às em-
limpa ao longo da última década traduziu-se em vanta- presas chinesas que operam no exterior (Canuto, 2023).
gens nas curvas de aprendizado e na difusão tecnológica.
O presidente dos EUA, Biden, obteve a aprovação do
O domínio chinês é particularmente evidente na ener- Congresso para a Lei de Redução da In ação (IRA) e
gia solar (Figura 5). A queda de 90% no custo da geração iniciou a sua implementação com o objetivo de fortale-
de energia solar ao longo da última década foi impul- cer a produção interna de energia limpa; no entanto, o
sionada, em grande medida, por empresas chinesas, as presidente Trump, posteriormente, reverteu essa políti-
quais respondem por uma fatia entre 75% e 95% de cada ca. Essa reversão ocorreu num momento em que, devido
segmento da cadeia de valor. A imposição de tarifas e as ao aprendizado tecnológico, os custos das energias re-
proibições de importação não alteraram o fato de que as nováveis haviam caído o su ciente para competir dire-
importações norte-americanas de células fotovoltaicas, tamente com os combustíveis fósseis.
atualmente, têm sua origem predominantemente em fa-
bricantes chineses que operam no Sudeste Asiático.
AS FRONTEIRAS DA CORRIDA TEC
A China também está na vanguarda da produção de
baterias para veículos elétricos, ganhando terreno até NOLÓGICA 4 : MINERAIS CRÍTICOS
mesmo em relação a empresas do Japão e da Coreia do E TERRAS RARAS
Sul, que outrora lideravam a ponta tecnológica. Os pro-
dutores chineses bene ciaram-se da rápida expansão Outro foco de competição reside nas cadeias de supri-
da produção interna de veículos elétricos, apoiada por mentos de terras raras e minerais críticos. A China do-
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