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RBCE - A revista da
preços no mercado interno brasileiro. A valorização da
moeda não impediu, mas certamente arrefeceu o impacto
da alta dos derivados de petróleo e gás sobre os índices de
in ação. Porém, o sonhado alívio nas taxas de juros pelo
Banco Central pode ser postergado ou não virá na inten-
sidade que os próprios mercados estavam preci cando no
início de 2026. A continuidade de juros reais tão elevados
afeta investimentos produtivos e compromete resultados
de empresas que se alavancaram anos atrás na esperança
de uma conjuntura mais favorável à frente.
A resultante é uma incógnita pois ao mesmo tempo que se
espera uma melhora do quadro scal, pelo aumento de re-
ceitas decorrentes do aumento do preço do petróleo (royal-
ties, etc.), por outro lado se a economia mundial “cambar”
(termo usado quando a vela muda totalmente de posição
nas embarcações impulsionadas pelo vento), os efeitos ne-
gativos sobre o agronegócio, a mineração e as exportações
brasileiras de manufaturados podem ser relevantes. Para o
Fundo Monetário Internacional, a economia brasileira será “ Como o país agora é um importante
uma das bene ciadas nesse quadro. Pelo andar da carrua- exportador de óleo bruto, as receitas
gem, por enquanto o FMI está acertando, mas talvez seja
cedo para se jogar todas as chas nessa hipótese. tiveram um incremento inesperado que
têm contribuído para considerável valo-
O Brasil terá também eleições gerais em outubro próxi-
mo. A polarização no quadro político é desanimadora, rização do real. A valorização da moeda
mas os principais analistas dizem que o processo eleito- não impediu, mas certamente arrefeceu
ral pouco afetará a economia. Ao menos este ano. Só nos o impacto da alta dos derivados de petró-
resta torcer, ou rezar, para os ânimos serenarem. Lá fora
e aqui. O que precisamos é de paz. Em todos os sentidos. leo e gás sobre os índices de in ação. 9 ”
Nº 166 - Janeiro, Fevereiro e Março de 2026

