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Entrevista
Diplomata Juliano Nascimento
Embaixador da Missão do Brasil junto da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) em Portugal
“A CPLP não é e não pode ser apenas uma
comunidade de países”
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A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) chega aos 30 anos, em 2026, diante de um cenário interna-
cional marcado por transformações geopolíticas, desa os econômicos e novas exigências de cooperação multilateral.
Neste contexto, o Brasil procura ampliar a sua atuação estratégica dentro da organização, reforçando o diálogo políti-
co, a integração econômica e a circulação de conhecimento entre os países lusófonos. Para o diplomata Juliano Feres
Nascimento, embaixador da Missão do Brasil junto da CPLP, em Portugal, a organização precisa avançar para além
da dimensão institucional. “A CPLP não é e não pode ser apenas uma comunidade de países”, a rma o representante
brasileiro ao defender uma integração mais próxima entre pessoas, empresas, universidades e centros de inovação.
Com uma trajetória construída ao longo de mais de três décadas no Itamaraty, Juliano Nascimento integra a geração
de diplomatas brasileiros que acompanharam diferentes fases da política externa do país. Graduado em Ciências
Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e formado pelo Instituto Rio Branco, ingressou no
Ministério das Relações Exteriores em 1994. Desde então, acumulou experiências em áreas ligadas à comunicação,
cerimonial, assessoria diplomática e relações internacionais, além de missões em embaixadas brasileiras na Espanha,
África do Sul, Marrocos, México e Peru.
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