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Editorial


          A derradeira edição do saudoso Mário





















          Ainda durante os preparativos para a celebração dos 50 anos da Funcex, fomos surpreendidos pela morte de Mário
          Cordeiro, economista da Fundação e editor-chefe desta revista. Mário estava em plena atividade quando precisou
          ser internado para se tratar de uma infecção renal. Infelizmente seu quadro de saúde se agravou e ele veio a falecer em
          poucos dias e não a tempo para que pudesse testemunhar o evento de celebração dos 50 anos da Funcex. Mário fez
          parte dessa história pois começou na Fundação como estagiário, desligando-se em 1999. Convidado por Antonio
          Carlos Pinheiro, retornou à Fundação em 2020, ano muito difícil para todos os seres humanos devido à pandemia
          da Covid 19. Conciliou suas tarefas na Fundação, entre as quais a edição desta revista, com a vida de professor uni-
          versitário, fazendo uma ponte entre o mundo acadêmico e a Funcex.

          Na ausência de Mário, e com a edição do número 166 da RBCE em etapa já avançada, fui convidado para ser o
          novo editor-chefe da revista por Antonio Carlos Pinheiro e Miguel Lins. Até então, minha relação com a RBCE se
          limitava a escrever um comentário internacional desde 2022, dentro da minha especialidade e, participando even-
          tualmente, também, de reuniões internas e eventos promovidos pela instituição. Minha experiência pro ssional
          como jornalista sempre esteve ligada ao dia a dia da economia, à notícia e à análise, no calor dos acontecimentos.
          Praticamente em torno do factual. Como me encaixar em uma revista com periodicidade trimestral? Eis a questão.

          A RBCE surgiu logo nos primeiros anos da Fundação e sempre teve um per l técnico. Inicialmente era fonte de
          estatísticas sobre o comércio exterior. Nessa época, teve jornalistas compondo a equipe de edição. Mesmo depois
          que essa divulgação se tornou desnecessária - pela facilidade que hoje existe para se acessar dados de maneira digital e
          imediata - a revista sempre tendeu a uma abordagem mais atemporal, privilegiando artigos que não fossem datados.
          Compreensível, diante da periodicidade trimestral.

          No entanto, Antonio Carlos e Miguel sempre sonharam em buscar um caminho para adicionar algum viés conjun-
          tural à revista. O convite que me  zeram para escrever o comentário internacional, em 2022, já foi uma tentativa
          nesse sentido. As entrevistas nas páginas azuis, idem.  Vamos prosseguir nessa linha, procurando avançar um pouco
          mais a partir da próxima edição, já que esta assumi com “o bonde andando”. E já bem andado. Embora ele não esteja
          mais presente, essa edição segue o mesmo tom ditado enquanto Mário esteve à frente da revista. De certa forma,
          uma última homenagem prestada a ele.
          Para alcançar o objetivo sonhado por Antonio Carlos e Miguel, a intenção é associar mais a revista às próprias mí-
          dias sociais da Funcex, buscando maior agilidade e atualidade. Tais mídias precisam de uma nova dinâmica e espe-
          ramos começar esse trabalho com um podcast mensal, e em seguida com boletins veiculados nas mídias da Funcex.
          Mas isso ainda é futuro. Voltando a esta, temos uma edição especial que registra a comemoração dos 50 anos da
          Funcex, criada em 1976 como centro de estudos de comércio exterior e hoje com essa área estendida às relações in-
          ternacionais, que se entrelaçam. E dentro dessa nova perspectiva, temos a estreia do artigo originário do Ministério
          das Relações Exteriores. Uma parceria importante para a RBCE, que terá parte de sua edição impressa destinada às
          embaixadas brasileiras e principais consulados.



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